— Wilhelm Reich
🌿 Encontro Experiencial para Terapeutas
Você é terapeuta e sente que o cuidado pede algo que vai além da técnica? Neste encontro, vamos nos inspirar em Quíron — o Curador Ferido: a imagem arquetípica do terapeuta que cuida não por ser perfeito, mas por ter conhecido por dentro o caminho da dor, da sensibilidade e do amadurecimento.
Um espaço para sentir, refletir e compartilhar sobre a experiência de ser terapeuta, com suas dores, desafios e potências.
Vamos explorar juntos:
🔹vivência corporal guiada.
🔹escuta e ressonância em grupo.
🔹reflexão breve e integrada.
🔹um espaço seguro para sentir e aprender.
📍 Data: Sábado 14 de Março/26
🕒 Horário: 15h às 17h
📌 Local: Correas (presencial)
⚠️ Vagas limitadas
📩 Para participar, me envie uma mensagem.
Um lugar de escuta, presença e reconexão com a natureza viva que habita em você.
Aqui, corpo, alma e consciência se entrelaçam em um caminho terapêutico profundo.
Acolhemos sua história, seus movimentos e sua busca, respeitando o tempo e o ritmo do seu organismo.
Atendimentos presenciais e online.
Isabel Cristina da Cunha Gonçalves Giese, conhecida profissionalmente como Isabel Cristina Giese, é psicóloga clínica em Petrópolis - RJ, com mais de quatro décadas de experiência em psicoterapia.
Formou-se em Psicologia na turma de 1979 da Universidade Gama Filho - RJ. Iniciou seu trabalho clínico na Abordagem Centrada na Pessoa (ACP) de Carl Rogers e, posteriormente, realizou formação em Orgonoterapia - Vegetoterapia Caractero-analítica de Wilhelm Reich - atuando no Humaitá, Rio de Janeiro.
Desde adolescente, Isabel Cristina Giese demonstrava uma escuta natural e acolhedora. Aos 16 anos, um sonho profundo a mostrou atendendo pacientes — sinal que guiaria toda a sua trajetória.
Formou-se em Psicologia na turma de 1979 da Universidade Gama Filho - RJ. Trabalhou na Abordagem Centrada na Pessoa (ACP-Carl Rogers), tendo depois feito a formação em Orgonoterapia (Vegetoterapia Caractero-analítica de Wilhelm Reich), trabalhando no Humaitá-RJ.
Atuou por 27 anos no SUS, concursada e efetivada na Secretaria Municipal de Saúde de Petrópolis, na UBS de Araras, onde criou o Projeto De Corpo & Alma.
Inspirada pela força restauradora da natureza - especialmente das cachoeiras - integra corpo, emoções e ambiente natural em sua prática clínica e nos projetos terapêuticos que coordena.
Estudos complementares em: Análise Reichiana (Genovino Ferri); Psicoterapia Somática (Maria del Mar); Psicotrauma (Liana Netto e Cecília Laureano); Focalização (Eugene Gendlin).
Atualmente participa da formação em Experiência Somática (SE) na Associação Brasileira do Trauma (ABT), nível intermediário 3, com o Prof. Sergio Oliveira (BH).
Atua como psicoterapeuta somática integrativa, coordenando o Espaço Reichiano - Petrópolis - RJ.
A psicoterapia somática praticada no Espaço Reichiano - Petrópolis está fundamentada na Orgonoterapia de Wilhelm Reich, segundo a metodologia da vegetoterapia caracteroanalítica de Federico Navarro. Integra também a Experiência Somática de Peter Levine, a Teoria Polivagal de Stephen Porges (com aprendizados importantes por meio de Deb Dana) e a Abordagem Centrada na Pessoa de Carl Rogers, que sustenta a base relacional do processo terapêutico.
Essa abordagem compreende o ser humano como um organismo vivo e pulsante, em constante relação com o meio interno e externo. O corpo guarda histórias — emoções não expressas, traumas antigos e atuais, bloqueios no fluxo energético — e também carrega o potencial natural de autorregulação e movimento vital.
Na vegetoterapia, Wilhelm Reich descobriu as correntes vegetativas - fluxos pulsantes de energia que atravessam o corpo, guiando sensações, emoções e movimentos vitais. A partir dessas descobertas, por solicitação de W.Reich, Federico Navarro sistematizou um método clínico em que o corpo é escutado com profundidade, por meio dos actings (ativações corporais), do movimento e da palavra, contando sempre com a ressonância entre o terapeuta e os participantes do trabalho.
Esse processo permite reconhecer bloqueios, liberar tensões e favorecer o contato com a sensação de órgão — uma vivência corporal autêntica, que une percepção, emoção e presença.
A Experiência Somática, desenvolvida por Peter Levine, parte do princípio de que o trauma não está no evento em si, mas na forma como ele é percebido e vivido por quem o experienciou, permanecendo no corpo como energia vital congelada, sem descarga suficiente para que o fluxo vital possa seguir seu curso natural.
Duas ferramentas fundamentais marcam essa abordagem: a titulação — acessar experiências traumáticas em doses pequenas e seguras — e a pendulação — alternar entre estados de desconforto e recursos de segurança.
A Teoria Polivagal, de Stephen Porges, amplia essa compreensão ao descrever os estados do sistema nervoso autônomo em busca de conexão ou proteção. Como afirma Porges, a segurança é o próprio tratamento. Aprendizados com Deb Dana oferecem ferramentas para escutar esses estados com sensibilidade e promover presença estável e compassiva.
O trabalho visionário de Wilhelm Reich lançou as bases para uma psicoterapia que reconhece o corpo como expressão viva da história emocional do ser humano.
Hoje, diversos autores contemporâneos seguem em diálogo com esse legado, integrando descobertas da neurociência, da teoria do trauma e da regulação do sistema nervoso à clínica somática.
Esta seção apresenta alguns desses nomes que, à sua maneira, ampliam, atualizam e reafirmam o valor essencial do corpo na psicoterapia — uma via de presença, verdade e cura.
🔹O legado vivo de Wilhelm Reich
Wilhelm Reich foi um pioneiro ao integrar corpo, emoção e caráter, em um modelo clínico profundo, que via o ser humano como uma totalidade energética e relacional. Sua investigação da energia vital, dos bloqueios somáticos e das couraças emocionais lançou as bases da psicoterapia corporal — uma abordagem viva, pulsante e comprometida com a liberdade de ser.
No Espaço Reichiano - Petrópolis, seguimos essa linhagem por meio da Vegetoterapia de Federico Navarro, ampliando o olhar reichiano com contribuições contemporâneas da neurociência, da teoria do trauma e das práticas somáticas integrativas.
Os autores apresentados a seguir compartilham, cada um à sua maneira, afinidades com o pensamento de Reich, atualizando sua essência em diálogo com descobertas atuais. Com exceção de Genovino Ferri r Maria del Mar, os demais não são continuadores diretos, mas companheiros de caminho, que reafirmam o valor do corpo como via de escuta, cura e transformação.
🔹Genovino Ferri
Psiquiatra e analista reichiano | Itália
📖 Discípulo da linha Reich-Raknes-Navarro e diretor da SIAR (Scuola Italiana di Analisi Reichiana). Ferri é um dos principais nomes na atualização da análise reichiana à luz da neurociência. Em seus livros e artigos, estabelece pontes entre Reich e a Teoria Polivagal, sendo inclusive elogiado diretamente por Stephen Porges pela profundidade dessa integração.
🔹Maria del Mar Cegarra Cervantes
Psicoterapeuta somática em Biosíntese | Espanha/Portugal
📖 Diretora do Centro de Psicoterapia Somática em Biosíntese, com atuação internacional. Seu trabalho reúne a herança reichiana, por meio da Biosíntese de David Boadella, com práticas atuais de escuta do corpo, contato interior e vitalidade. Sua abordagem é sensível, profunda e orientada pela potência restauradora da presença encarnada.
🔹Peter Levine
Terapeuta somático e PhD em biofísica médica | EUA
📖 Criador da Experiência Somática (Somatic Experiencing aria-label SE). Levine propõe que o trauma permanece no corpo e pode ser resolvido ao restaurar sua capacidade de completar ciclos naturais de ativação e repouso. Sua visão da energia vital e dos bloqueios traumáticos guarda forte ressonância com Reich, reconhecendo o corpo como via de cura e transformação.
"Tenho uma dívida profunda com o legado de Wilhelm Reich, cuja contribuição monumental para a compreensão da energia me foi ensinada por Philip Curcurruto, um homem de sabedoria simples e coração compassivo." - Peter Levine - livro: O Despertar do Tigre.
🔹Stephen Porges
Neurocientista | EUA
📖 Criador da Teoria Polivagal, que transformou a compreensão do sistema nervoso autônomo. Porges descreve os circuitos neurofisiológicos que regulam nossas respostas de perigo e segurança. Embora não cite Reich diretamente, sua teoria fornece base científica para muitos princípios do trabalho corporal reichiano, como a importância da segurança relacional, da autorregulação e do corpo como radar emocional.
🔹Deb Dana
Terapeuta clínica especializada em trauma relacional | EUA
📖 Reconhecida por tornar acessível a Teoria Polivagal para terapeutas do mundo todo. Com sensibilidade clínica e precisão, Deb Dana ensina práticas de mapeamento autonômico, escuta corporal e construção de segurança interna. Seu trabalho se alinha profundamente aos princípios reichianos de contato autêntico e autorregulação afetiva.
Presencial em Corrêas (Petrópolis-RJ) e online em idioma português, em qualquer lugar.
Indicado para quem busca regulação emocional, trabalho com traumas e crises, reconectando com o corpo.
@marciaismerio
O que melhora o atendimento é o Contato
afetivo de uma pessoa com outra.
o que cura é a alegria, o que cura é a falta de preconceito.
- Nise da Silveira
Espaço de sustentação para profissionais. Individual ou em grupo - quinzenal.
Compreensão da escuta somática, sistema nervoso, ressonância e presença clínica.
Quando o conhecimento se expande.
Quando as diferenças encontram ressonâncias.
Grupos semanais com valor simbólico, voltados a usuários do SUS, estudantes e trabalhadores locais. Atividade corporal, música e natureza como território terapêutico coletivo.
Encontros semanais com base na vegetoterapia de Navarro. Em sala, com actings e escuta sensível. Vivências programadas em contato com a natureza. A música está presente em todos os momentos como instrumento terapêutico.
Levine apresenta a base da cura do trauma como um retorno às raízes corporais. O trauma não reside no evento, mas no sistema nervoso que perdeu sua capacidade de autorregulação. A cura emerge quando o corpo recupera seu ritmo natural - a dança entre contração e expansão - e volta a sentir-se seguro.
| Levine | Reich/Navarro | Integração Clínica |
|---|---|---|
| Imobilidade tônica | Couraça muscular e êstase vegetativa | Leitura segmentar e liberação progressiva |
| Descarga espontânea | Movimento de tensão-carga-descarga-relaxamento | Movimento vegetativo natural |
| Autorregulação | Função vegetativa | Ritmo pulsátil de contração-descontração |
| Presença terapêutica | Função continente | Campo de segurança para reorganização energética |
“O trauma não está no evento,
mas no sistema nervoso que perdeu sua capacidade
de voltar ao equilíbrio.”
O trauma não é o que acontece com você,
mas o que fica dentro de você.
A cura do trauma é um retorno ao corpo,
à sua sabedoria instintiva e à sua capacidade
natural de autorregulação.
Nosso sistema nervoso é projetado para
nos manter vivos e seguros. A cura começa
quando recuperamos essa sensação de segurança.
O papel do terapeuta é ser um guia compassivo,
ajudando o cliente a renegociar sua experiência
traumática, sem revivê-la.
A energia traumática congelada no corpo
precisa ser liberada para que a vitalidade
possa fluir novamente.
A presença atenta e compassiva do terapeuta
cria um campo seguro onde a cura pode acontecer.
“Quando reencontramos nossas raízes, o corpo volta a dançar.”
“Sinta o chão e deixe que o chão o sinta.”
Em pé, sinta o peso distribuído nos pés. Permita que o
corpo balance, respire e encontre ritmo. Observe o que muda -
respiração, calor, leveza, presença.
(Espaço livre para reflexões, experiências clínicas e cruzamentos com outros autores - Reich, Navarro, Levine, Porges, Deb Dana...)
Espaço Reichiano de Petrópolis
Psicoterapia Somática Integrativa
Isabel Cristina Giese - CRP 05 5398
Há um momento em que o corpo começa a chamar sem palavras. Com sensações — às vezes tensões, às vezes dores… ou mesmo uma saudade de si.
Esse chamado é um convite.
A escutar de dentro.
A sentir com presença.
A confiar no ritmo que a vida quer pulsar.
No Espaço Reichiano Petrópolis, abrimos esse caminho com delicadeza e firmeza.
Um espaço para que você possa chegar…
e ser.